Congresso Brasileiro do Sono

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Dados do Trabalho


Título

Monitorização inicial da fisioterapia no uso da pressão positiva em pacientes com apnéia obstrutiva do sono.

Introdução

O fisioterapeuta respiratório com experiência na área do sono, atua na adaptação do paciente ao dispositivo de pressão positiva e no seu acompanhamento, possibilitando a identificação e solução precoce de possíveis problemas e dificuldades relacionados à pressão positiva (PAP), no intuito de melhorar a adesão ao tratamento.

Objetivo

Avaliar a atuação do fisioterapeuta respiratório na adaptação e monitorização inicial do uso da pressão positiva através de variáveis clínicas e questionários relacionados aos distúrbios do sono, a fim de contribuir para melhorar a adesão e efetividade do tratamento da apnéia obstrutiva do sono.

Métodos

Trata-se de estudo retrospectivo, descritivo, com análise de prontuários de pacientes com apnéia obstrutiva do sono na clínica de fisioterapia Accés, em Sete Lagoas/ Minas Gerais no período de dezembro de 2017 a maio de 2018. Foram incluidos 11 pacientes que realizaram exame de polissonografia com indicação para uso da pressão positiva. Na avaliação inicial e após 30 dias de adaptação e monitorização, realizou-se a escala de sonolência de Epworth, a escala de Berlim e um questionário para verificar a presença de sintomas como: roncos, sonolência diurna, congestão nasal, agitação durante o sono, dificuldade para dormir, fadiga/ redução da energia, cefaléia tensional, noctúria e acordar assustado a noite. As variáveis utilizadas para monitorização foram: pressão (P95%), vazamentos/ fuga da interface, tempo de uso diário da pressão positiva e índice de apnéia obstrutiva do sono (IAH) através de relatórios via airview. Os dados coletados foram submetidos a análises com o Statistical Package for the Social Science (SPSS 21), Minitab 16 e o teste Exato de Fisher.

Resultados

A maioria dos pacientes estava na faixa etária de 50 a 60 anos, sendo 54,5% homens, 63,6% obesas. Houve redução significativa no score da escala de Berlim, Epworth, no IAH e nas queixas iniciais após a adaptação a PAP. O uso do dispositivo de pressão positiva contínua das vias aéreas (CPAP) foi observado em 81,8% dos pacientes. A interface nasal foi escolhida por 63,6% dos pacientes. 81,8% relataram melhor disposição nas atividades cotidianas.

Conclusões

O uso da pressão positiva reduziu os scores da escala de Berlim, Epworth e IAH na reavaliação de pacientes com apnéia obstrutiva do sono. A monitorização da PAP pelo fisioterapeuta pode contribuir para a adesão ao tratamento dos pacientes com apnéia obstrutiva do sono

Palavras-chave

Apneia obstrutiva do sono. Pressão positiva contínua nas vias aéreas. Fisioterapia.

Área

Área Clínica

Autores

Camila Raquel Pontelo de Souza, Cláudia Oliveira Lopes